Em atenção à saúde da gestante e do nascituro, o Sistema Único de Saúde
(SUS) garante atendimento pré-natal e assistência para o parto às
gestantes. A estimativa do MS é que ainda em 2012 um milhão de gestantes
(40% das usuárias do SUS) receberá atendimento, incluindo o apoio de
até R$ 50,00 para seu deslocamento. Em 2013 estima-se o benefício para
2,4 milhões de gestantes. Por meio de voluntárias que visitam
regularmente as gestantes, a Pastoral da Criança (PC) tem larga
experiência nesse campo. As gestantes são acompanhadas (ao menos) por 3
visitas pré-natais. As atividades características e essenciais
utilizadas pela PC evitam uma série de doenças para a gestante e para o
nascituro, inclusive evita-se o risco do abortamento.
É oportuno que os governos municipais cadastrem-se no MS pelo programa
Rede Cegonha, garantindo recursos para as gestantes carentes. A maioria
delas não consegue um acompanhamento adequado no delicado período da
gestação. É preciso orientá-las e incentivá-las para que tenham acesso
aos alimentos nutrientes, evitando desnutrição delas e do bebê ou a
tendência à obesidade. Uma e outra prejudicam a gestante e o nascituro.
Há outro fator lamentável a ser evitado a todo custo: a droga que chegou
às gestantes. Não são poucos os casos de bebês que sofrem convulsões
devido à síndrome da abstinência, nascidos de mães adictas. A droga
causa até essa desgraça!
Outra esfera a ser combatida pelos poderes públicos é a disseminação
proposital da pedofilia. O abuso sexual de crianças tornou-se expediente
cotidiano. Dados recentes revelam que a cada oito minutos uma criança é
abusada sexualmente no Brasil! Pior, a cada dez horas uma criança é
assassinada! Em seis anos foram 5.049 homicídios de brasileiros com
idade até 14 anos. São crimes que não raro ficam impunes. Isso indica a
ausência de valores éticos e princípios morais na sociedade de consumo. A
notícia tornou-se corriqueira: pais, padrastos e companheiros que
abusam de filhas e enteadas. É um desvio ou tara doentia que separa a
sexualidade da afetividade. Ora, pedofilia é tendência doentia. Não pode
ficar impune. A impunidade é estratégia de pusilânimes e coniventes com
o crime. Quem não toma posição por medo ou esperteza ajuda a
desconstruir os valores éticos e morais. Cristãos não se omitam. Devem
se comprometer com a defesa da dignidade da vida humana. Isso deve estar
clarificado na mente do eleitor temente a Deus, pois as lições do
Evangelho de Jesus nos ensinam a prática do amor a Deus e o serviço aos
semelhantes, vivenciado no seio familiar e na sociedade que construímos
como missão permanentemente voltada para o bem de todos.
Dom Aldo Di Cillo Pagotto é Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba.
POR: ZÉ CATEQUISTA.
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