Sex, 23 de Novembro de 2012 08:51 por: cnbb
“A identidade do Cimi é a aliança com
os povos indígenas para que não percam sua identidade”. A afirmação é do
presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e bispo da prelazia do
Xingu (PA), dom Erwin Krautler, durante a missa de abertura ...
Aberto na manhã desta terça-feira, 20,
o Congresso reúne 250 pessoas de todo o país e debate o tema “Raiz, Identidade,
Missão”, recordando a história do Cimi, que é um organismo da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Segundo dom Erwin, a pior coisa que
pode acontecer com um povo é perder a sua identidade e que, em seus 40 anos de
existência, o Cimi tem ajudado os povos indígenas a preservarem sua identidade.
Disse que, nesse período, o Cimi aprendeu muito com os indígenas. “Foi-se o
tempo em que trabalhávamos em favor dos povos indígenas, sem inclui-los na
caminhada. Eles não são objeto de nossa caridade, mas sujeito de sua história e
somos seus aliado”, observou.
Dom Erwin referiu-se também às críticas
de quem combate o Cimi. “Nunca nos aliamos a qualquer facção
político-partidária. Nossa bandeira é a vida dos povos indígenas. Por isso
temos coragem de enfrentar uma política anti-indígena, que continua em vigor
nesse país”, afirmou.
A programação do Congresso foi retomada
à tarde com a memória dos 40 anos do Cimi. Hoje 21, os congressistas recebema
visita do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner. Já na
quinta-feira, 22, o bispo emérito de Goiás (GO), dom Tomás Balduíno, um dos
fundadores do Cimi, será homenageado pelos 90 anos que completará no próximo
dia 31 de dezembro.
O encerramento do evento é na
sexta-feira, 23, quando deve ser aprovado o “Manifesto dos 40 anos do Cimi”.
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